quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Teatro na Guarda


Ana Estêvão traz na bagagem duas peças de Dario Fo e Franca Rame



Esta será a primeira vez que a actriz Ana Estevão se apresenta na cidade onde nasceu: a Guarda. Reside há seis anos em Buenos Aires (Argentina), pertencendo ao colectivo do Teatro de Martinez
Na próxima sexta feira, no TMG, ela vai apresentar dois monólogos: “O Acordar” e “Eu, Ulrike, grito” de Dario Fo e Franca Rame, "histórias de duas mulheres desesperadas que necessitam de expressar com veemência as suas narrativas e o seu destino. Ficção e realidade combinadas para convidar o espectador à reflexão, usando como recursos por um lado o humor e por outro a potência das imagens em textos de uma enorme sensibilidade e comoção".
Dois bons textos apresentados por uma actriz que a Guarda vai descobrir.


(Retirado de Café Mondego)

domingo, 16 de setembro de 2012


Volto a publicar a lista completa dos autores / obras para o p. i. l. :

QUADRO DE REFERÊNCIAS  
 Poesia
 Adolfo Casais Monteiro, Afonso Lopes Vieira, Al Berto, António Botto, António Franco Alexandre, António Maria Lisboa, Casimiro de Brito, Florbela Espanca, Gastão Cruz, João de Deus, João Miguel Fernandes Jorge, João Rui de Sousa,  Joaquim Manuel Magalhães, José Régio, Luísa Neto Jorge, Mário Cesariny Vasconcelos, Miguel Torga, Nuno Júdice, Raul de Carvalho, Ruy Cinatti, Sebastião da Gama.                                            

Textos de Teatro 

Almada Negreiros             – Deseja-se Mulher
Branquinho da Fonseca    – Curva do Céu
Carlos Selvagem               – Dulcineia ou a Última Aventura de D.Quixote   
David Mourão-Ferreira     – O Irmão
Fernando Amado              – O Iconoclasta
Fiama Hasse P. Brandão  – Os Chapéus de Chuva 
Jorge de Sena                   – O Indesejado       
José Régio                        – O Meu Caso
José Saramago                 – In Nomine Dei       
Lídia Jorge                        – A Maçon     
Luísa Costa Gomes          – Nunca Nada de Ninguém   
Miguel Rovisco                – Trilogia Portuguesa ( O Bicho, A Infância de Leonor de Távora, O Tempo Feminino)
Natália Correia                – Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente   
                                        – O Encoberto
Romeu Correia                – O Vagabundo das Mãos de Oiro
Vicente Sanches             – A Birra do Morto
Yvette Centeno               – As Três Cidras do Amor

 Prosa 

Contos, novelas, romances

Agustina Bessa Luís         – Conversações com Dimitri e Outras Fantasias  
Almada Negreiros            – Nome de Guerra 
Alves Redol                      – Barranco de Cegos 
Aquilino Ribeiro               – Os Caminhos Errados  
António Lobo Antunes     – As Naus 
David Mourão-Ferreira    – Gaivotas em Terra
                                        – Os Amantes e Outros Contos
Dinis Machado               –  O Que Diz Molero 
Eça de Queirós               – Contos   
Fernando Campos          – O Homem da Máquina de Escrever  
                                       – A Casa do Pó  
Fernando Namora          – Resposta a Matilde
Ferreira de Castro          – A Selva    
Herberto Helder             – Os Passos em Volta   
Hélia Correia                  – Montedemo
João Araújo Correia        – Mãos Fechadas 
João de Melo                  – Gente Feliz com Lágrimas 
Jorge de Sena                 – O Físico Prodigioso
José Cardoso Pires         – O Burro-Em-Pé   
                                      – Jogos de Azar 
José Gomes Ferreira     – O Irreal Quotidiano  
                                      – O Enigma da Árvore Enamorada (Divertimento em forma de novela quase policial) *
José Rodrigues Miguéis – Léah e Outras Histórias
Lídia Jorge                     – O Cais das Merendas
Luísa Costa Gomes        – Contos Outra Vez    
                                       – O Pequeno Mundo 
Manuel Alegre               – O Homem do País Azul    
Manuel da Fonseca       – O Fogo e as Cinzas    
Maria Isabel Barreno    – O Círculo Virtuoso 
Maria Judite Carvalho   – Paisagem Sem Barcos
Maria Ondina Braga     – A China Fica ao Lado  
Mário de Carvalho        – Contos da Sétima Esfera    
                                     – Contos Vagabundos 
Mário Dionísio              – Dia Cinzento e Outros Contos
                                      –  Monólogo a Duas Vozes
Mário-Henrique Leiria  – Contos do Gin-Tonic      
                                     – Novos Contos do Gin 
Sophia M. B. Andresen – Contos Exemplares 
Urbano T. Rodrigues    – As Aves da Madrugada
Vitorino Nemésio         – O Mistério do Paço do Milhafre  
                                     –  A Casa Fechada
Vergílio Ferreira           – Contos


Crónicas, cartas, biografias, autobiografias, memórias, diários

António Lobo Antunes     – Livro de Crónicas   
António Alçada Baptista – Peregrinação Interior
Aquilino Ribeiro              – Abóboras no Telhado     
                                       – Geografia Sentimental
Artur Portela Filho          – A Nova Feira das Vaidades
Carlos de Oliveira          – O Aprendiz de Feiticeiro 
Fernando Namora          – A Nave de Pedra            
                                       – Diálogo em Setembro 
                                       – Cavalgada Cinzenta 
Fernando Pessoa           – Cartas de Amor de Fernando Pessoa    
José Gomes Ferreira      – A Memória das Palavras ( ou O Gosto de Falar de Mim)   
José Rodrigues Miguéis – Um Homem Sorri à Morte  
José Saramago               – Deste Mundo e do Outro
Maria Isabel Barreno     – Novas Cartas Portuguesas (escritas em colaboração com Maria
       Velho  da Costa e Maria Teresa Horta).   
Maria Judite Carvalho   – A Janela Fingida
Oliveira Martins            – A Vida de Nuno Álvares Pereira
                                      – O Príncipe Perfeito
Raul Brandão                – A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore    
                                      – Memórias
Ruben A.                       – O Outro Que Era Eu    
                                     – As Páginas
                                     – O Mundo à Minha Procura 


[A lista (e o resto do programa) pode ser consultada aqui nas páginas 15, 16 e 17]

quinta-feira, 3 de maio de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

Não posso adiar o amor

Não posso adiar o amor
Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração.

António Ramos Rosa

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dá a Surpresa de Ser

Dá a surpresa de ser.
É alta, de um louro escuro.
Faz bem só pensar em ver
Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem
(Se ela tivesse deitada)
Dois montinhos que amanhecem
Sem Ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco
Assenta em palmo espalhado
Sobre a saliência do flanco
Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco.
Tem qualquer coisa de gomo.
Meu Deus, quando é que eu embarco?
Ó fome, quando é que eu como ?

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

segunda-feira, 5 de março de 2012

FRAGAS - Projec~



Os laços de amor, mesmo os mais fortes, os de uma Mãe, duram para sempre? Pode um simples ser humano rejeitar o que o seu corpo criou e alimentou, alguém que a sua alma adorou durante anos, o seu sangue que não lhe corre nas veias? Conseguirá o tempo, imperador dos homens, romper as maiores raízes que o coração uniu? O Homem nem sempre nasce bom e a sociedade, boa ou má, nem sempre corrompe. Um filho de um jogo contemporâneo fugiu para bem longe das primitivas e jubiladas acções enformadas de honra e dignidade. Lá onde o rio trocou com as margens, o mar com a areia. Lá longe, onde o infinito não é o céu, mas o chão asfaltado que se calca. E Deus, não tem nada a ver com isto... As cores mirraram, restando agora as máquinas que, de uma, traçam milhentas. Os ventos foram sugados, restando o sopro dos valores jorrados em papel. A chuva já não visita, é visitada e o sol é culpado até prova em contrário. E o Homem, não tem nada a ver com isto.... João Neca  (http://www.tmg.com.pt/eventodetalhe.aspx?idevento=678)